terça-feira, 21 de maio de 2013

OS CULPADOS DA PREGUIÇA SEXUAL

Ninguém consegue ser um vulcão em erupção na cama o tempo todo. Da mesma maneira que acordamos indispostos para trabalhar ou até mesmo para sair de casa para conhecer alguém especial, podemos sentir o mesmo na hora de fazer sexo. A falta de vontade de mudar de posição ou de caprichar nas preliminares são alguns indícios da chamada de preguiça sexual.
A primeira coisa a se observa nesse cenário é que esse comportamento se manifesta de maneira diferente em homens e mulheres.
E sabe de quem é a culpa? Dos hormônios! A Dra. Arlete Gavranic, psicóloga, terapeuta sexual e coordenadora da pós-graduação em terapia do Isexp (Instituto Brasileiro Interdisciplinar de Sexologia e Medicina Psicossomática), explica melhor essa relação:

"O homem é sempre muito ativo parasexualidade por conta da testosterona, um hormônio de ação. Já a mulher oscila de acordo com o ciclo de progesterona e estrogêneo", adianta. "Na primeira fase do ciclo ela está mais disponível para o sexo e na segunda fase a progesterona faz com que a mulher fique mais afetuosa e busque mais o carinho do parceiro", completa.
E conforme as obrigações do dia a dia vão aumentando, os pensamentos voltados para o sexo ficam cada vez mais escassos. No caso da mulher, que nas últimas três décadas assumiu jornada tripla de trabalho, esse comportamento se torna mais evidente. "Ela trabalha fora, cuida da casa e filhos e ainda precisa vivenciar sua sexualidade. E nem sempre conta com a ajuda do parceiro para cuidar dos serviços domésticos e dos filhos. Então quando ela chega na cama quer apenas um carinho, um abraço aconchegante, e para muitos homens isso serve como rejeição, preguiça do ponto de vista sexual", comenta a especialista.
É importante lembrar também que homens e mulheres veem a sexualidade de maneira diferente. Os homens são mais genitalizados, voltados para o corpo. Tanto é que a fantasia sexual de muitos deles é fazer um ménage a trois. Já a mulher é mais romântica e sonha em fazer amor numa praia, por exemplo. "Os estímulos sociais são outro item que serve como diferencial. Enquanto os homens gostam de ver filminhos e trocar piadinhas de sacanagem, as mulheres não são educadas para pensar, visualizar em sexo. A mulher tem a mente sensualizada, se contenta em ver a foto de um ator com o corpo escultural", diz a terapeuta.

Preliminares sempre!
A partir do momento em que a falta de vontade de faze sexo se tornar constante, o nome dado a isso não é preguiça. Entre os motivos que levam a mulher a fugir de sexo estão problemas no relacionamento, mágoas, falta de carinho ou de capricho nas preliminares por parte do parceiro ou até mesmo dificuldade de lubrificação ou de atingir o orgasmo. "Em outros casos, a mulher deixa de investir na relação por conta de problemas no trabalho, com os filhos ou outro problema que envolva sua vida fora da cama. É a chamada fase morna da relação", comenta Dra. Arlete.
Neste momento, o homem precisa colocar em prática o dom da compreensão e tentar entender que, dependendo do grau e da quantidade de problemas pelos quais a parceira passa, às vezes fica difícil se entregar sem medidas, como se nada estivesse acontecendo. "Ao mesmo tempo, os problemas não podem ser sempre empecilho para não cuidar da sexualidade e intimidade. A mulher tem muita dificuldade em ‘se desligar’, mas em certos momentos ela precisa apertar o botão ‘off’ e, literalmente, fechar a porta do quarto para viver sua intimidade com o marido. Caso contrário ela estará sempre cansada e indisposta para colocar em prática seus desejos sexuais".

Quantas vezes por semana?
Quando a preguiça se instala no parceiro, a mulher precisa analisar com calma a periodicidade dessa situação. O homem costuma estar sempre disposto a fazer sexo, a menos que esteja passando por um momento de estresse. "Se isso acontece com frequência, pode ser sinal de que o parceiro está focando seu desejo em outro lugar ou pessoa. Sabemos que o índice de mulheres que traem ainda é grande, mas ainda é menor do que o masculino", diz Dra. Arlete.
Não é possível mensurar a frequência com que a preguiça sexual bate à porta do quarto, tudo depende do relacionamento do casal naquele determinado momento. A psicóloga comenta que, em tempos harmoniosos, há casais que fazem sexo 2, 3 vezes por semana. E em momentos de forte preocupação ou crise chega, a ter uma relação em 10, 15 dias.

"A libido é a energia da vida. Se o casal encontra tempo para vivenciar sua sexualidade, seja dentro de casa ou durante uma viagem, abre portas para que esse desejo aflore, equilibre a relação". E dá algumas dicas: "Permita-se mudar de vem em quando. Use uma lingerie nova, faça um curso de dança, compre um gel com sabor, experimente uma posição que não seja ‘papai e mamãe’, Sair as rotina também ajuda a espantar o desinteresse sexual."

COMO SUPERAR OS OBSTÁCULOS QUE SABOTAM O TESÃO


Não somos super mulheres, mas de vez em quando fazemos de conta que sim, querendo e tendo que dar conta de tudo, sempre, todo dia, até nas suas supostas folgas.
E adivinha o que fica de lado, o sexo e o que sobra é a falta de tesão. E nós Vilamigas somos todas mulheres e entendemos como é, mas, nada de aceitar isso, temos que nos programar e dar um jeito - e algo mais.
A vida é assim, e precisamos nos adaptar não dá para viver assim, com pouco ou nada de sexo, porque os obstáculos diários não deixam, temos que nos armar de vontade e lutar por nosso momento de prazer.
Mas o que fazer quando...
...estou sem grana - ficar sem dinheiro tira o tesão de qualquer uma, mas, pense em guardar um dinheiro para se arrumar e sair com o gato. Certeza de quem vocês vão passar bons momentos e terão ótimas transas.



  • ...acabou o clima - se a rotina se abateu sobre vocês, está na hora de usar a criatividade, vale a pena resgatar algo do passado que fazia vocês ficarem doidos um pelo outro. Também vale a pena lançar mão de fetiches e fantasias. Que tal montar uma caixinha mágica cheia de produtos e surpreender seu homem numa segunda-feira, assim, sem motivo? Temos ela pronta para você, clique aqui.

  • ...estou acima do peso - e daí?


  • Acha que o tesão do seu homem vai ser menor? As mulheres se apegam a pequenos defeitos que os homens simplesmente não notam. O que eles gotsam é de uma mulher fogosa querendo muito sexo.

  • ...meus filhos ocupam demais meu tempo e energia - Vilamiga isso não pode ser impeditivo para transar com o seu querido, não temos receita cada um encontra a sua, mas você precisa ter um momento seu, e isso significa grudar das crianças um pouco. Não se acanhe peça para um amigo em comum, ou algum familiar cuidar dos pequenos de vez em quando, para vocês poderem sair e curtir uma noitada.
    Pense nisso, ou seu relacionamento corre um sério risco de se transformar em amizade.

    HORMÔNIOS E PRAZER


          Na hora do prazer, são os hormônios responsáveis por uma série de sensações. Segundo Dr. Álvaro de Moura Ribeiro, médico ginecologista, os hormônios são produzidos no cérebro para então serem liberados na corrente sanguínea, despertando satisfação, bem-estar e relaxamento, além de terem ação decisiva na libido.
    As etapas relacionadas à produção de hormônios durante a relação sexual estão dividida em quatro fases. O Dr. José Carlos Riechelmann, Presidente da Associação Médica Brasileira de Sexologia, nos ajuda a entender melhor o que acontece com o nosso corpo até o momento do pós-orgasmo.
    1 - FASE DE EXCITAÇÃO
    A testosterona, hormônio masculino é o responsável pelo desejo sexual, tanto nos homens quanto nas mulheres. O estrógeno, hormônio feminino é extremamente importante para manter a elasticidade e umidade vaginal, o que tornará a relação sexual mais prazerosa para a mulher sem a sensação de desconforto. Mas não possui função importante para estimular o desejo sexual.


    2 - FASE DE PLATÔ (PRÉ-ORGASMO)

    Homens e mulheres apresentam aumento na concentração de adrenalina e noradrenalina. Em alguns homens junto com o orgasmo ocorre a elevação entre 20% e 360% do hormônio ocitocina. Esse hormônio também é responsável pela contração uterina pós-parto e ejeção do leite durante a amamentação, mas a ação da substância no organismo não está clara.

    3 - FASE DE ORGASMO
    Após o orgasmo ambos os sexos têm uma grande elevação do nível de prolactina. Esse hormônio reduz os níveis de testosterona e estrógeno do organismo, o que inibi o impulso sexual após o orgasmo. Além de ser o responsável pela produção do leite nas mulheres. 


    4 - FASE DE RESOLUÇÃO (PÓS-ORGASMO)

    O nível de prolactina permanece elevado até uma hora após o orgasmo. Nos homens, o hormônio inibe o desejo e desencadeia sonolência. Enquanto as mulheres permanecem excitadas e conseguem ter outros orgasmos após o primeiro.

    A falta ou desnível de qualquer hormônio pode ser tratada com reposição hormonal, que é extremamente importante à saúde da mulher, afirma o ginecologista Álvaro Moura Ribeiro.